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nerainforma n.º 194, julho 2026

Descarregue o pdf: Template nerainforma julho 2026 – Patrocinada                                         

                                                                                                                                          MOBILIZAÇÃO PERMANENTE

O balanço do primeiro semestre da evolução do principal setor da economia do Algarve é sem dúvida positivo.

As perspetivas para os próximos meses são também favoráveis, mas os fatores de incerteza gerados pelo quadro político e económico, nacional e internacional, exigem que nos mantenhamos atentos e mobilizados.

Seria um erro não o fazer. Por várias razões.

Por um lado, no Médio Oriente as negociações para um acordo de paz estão interrompidas e os ataques e confrontos diários entre Estados Unidos e Irão, já conduziram a um aumento do preço do petróleo, com as consequências inevitáveis na economia internacional, que bem conhecemos.

O Sr. Trump está nervoso. O que é um perigo. Preocupado em sair da situação em que se meteu, confronta-nos todos os dias com novas surpresas militares.

Como está Portugal a acompanhar este quadro?

Os portugueses são confrontados com temas, sem dúvida importantes, que monopolizam, diariamente, a atenção da opinião pública. Apenas três exemplos: a crise gerada pelo Ministério da Educação com os exames de admissão ao ensino superior; as suspeitas de comportamentos ilegítimos do Ministro da Administração Interna, enquanto Diretor da Polícia Judiciária; as suspeitas de favorecimento pelo atual Ministro das Infraestruturas de licenças de construção de um hotel em Cascais, enquanto foi Vice-Presidente do Município.

Comunicação social e comentadores absolutizam estes temas e os partidos políticos, do governo e das oposições, estão envolvidos nesta batalha de manhã à noite, uns exigindo inquéritos, processos, demissões, outros, isolados, procurando fugir ao assunto. Todos apenas preocupados com as perspetivas eleitorais.

Claro que são questões, sejam elas de incompetência ou de desrespeito pelas regras da lei, que devem ser esclarecidas. Mas não podemos ficar por aqui. Não podemos ignorar os problemas de fundo da economia portuguesa, a conjuntura económica, a situação das empresas, os problemas dos portugueses e as medidas necessárias para os enfrentar. Uma situação que só agrava os fatores de incerteza.

Perante uma situação em que não se vislumbram alterações a este quadro sociopolítico, para os empresários não existe outra alternativa que não seja denunciar esta evolução, manter-se mobilizados e confiantes, continuando a lutar pelos interesses do Algarve e do país.

Vamos em frente.

Vítor Neto | Presidente da Direção do NERA

 


 UALG ATRIBUI DOUTORAMENTO HONORIS CAUSA A VÍTOR NETO

         

A Universidade do Algarve (UAlg) vai atribuir o título de Doutor Honoris Causa a Vítor Neto, na Área de Turismo, por iniciativa da Faculdade de Economia (FE).

Sobre o premiado

Vítor Neto nasceu em 1943 na Guia, Algarve. Frequentou a escola primária em S. Bartolomeu de Messines e no liceu em Faro.

Durante mais de quinze anos passou as férias de verão em Albufeira, que já era um destino turístico para portugueses, vindos sobretudo do interior do Algarve e do Alentejo, que se alojavam geralmente em casas alugadas.

Mais tarde assistiu ao aumento de turistas nacionais vindos de outras regiões do país e à presença crescente de turistas estrangeiros, nomeadamente ingleses e franceses.

Foi assim que foi ganhando consciência da importância económica do turismo (crescimento da oferta de alojamento, primeiros hotéis, imobiliária turística, incremento da restauração e do comércio). Viveu, sem se aperceber, o seu primeiro «curso» de turismo.

Uma nova fase de conhecimento do turismo iria ter lugar a partir de 1963, quando, em consequência das lutas estudantis de 1962 em Lisboa, foi preso pela polícia política e obrigado a sair do Instituto Superior Técnico, decidindo ir para Itália para tirar o curso de Engenharia de Construção Naval na Universidade de Génova.

Só voltaria a Portugal, em 1974, depois do 25 de abril.

Os doze anos em Itália foram não só de intensa atividade política para dar a conhecer aos italianos a situação de repressão em Portugal e a luta do povo contra a ditadura e a guerra colonial, mas também de contacto com a extraordinária atividade turística num dos destinos mais importantes do mundo. Uma atividade económica organizada e consistente, gerida sobretudo a nível dos órgãos regionais e municípios.

Vítor Neto viveu em Itália uma experiência única.

Os conhecimentos adquiridos iriam ser-lhe muito úteis no regresso a Portugal. Foi na prática um verdadeiro «curso» de turismo, que lhe permitiu entender uma estrutura capaz de transformar recursos em oferta turística organizada, a necessidade de uma visão estratégica do setor e de um instrumento político de direção.

Regressado a Portugal em maio de 1974, para além da intervenção na luta pela consolidação da democracia, participou ativamente no debate sobre o desenvolvimento do turismo no Algarve e no país, em conferências, congressos e debates públicos, colaborando com revistas do setor e publicando em 2013 o livro Portugal Turismo/Relatório Urgente.

Em 1997, Joaquim Pina Moura, Ministro da Economia do governo de António Guterres, convidou-o para Secretário de Estado do Turismo, cargo que ocupou durante quase cinco anos.

Uma viagem extraordinária, que lhe permitiu pôr em prática uma visão estratégica para o turismo português, através do reforço das estruturas centrais, do papel prioritário das regiões e das empresas, da formação, da promoção externa e interna, do financiamento da atividade, da relação internacional através da OMT, de cujo Conselho Estratégico foi membro até 2008, fazendo atualmente parte do seu «Painel de Especialistas».

Em 2005 o Presidente da República Jorge Sampaio condecorou-o com a Ordem do Infante D. Henrique (Grau Grande Oficial).

Foi deputado à Assembleia da República entre 2002 e 2005 e Cônsul Honorário de Itália no Algarve entre 2007 e 2013.

Em 2016 foi distinguido pela RTA com a medalha de mérito turístico e em 2018 pela AHRESP, Associação de Hotelaria e Restauração, com o prémio carreira.

Foi Presidente da Comissão Organizadora da BTL entre 2007 e 2022, sendo atualmente seu Presidente Honorário.

Vítor Neto dirige desde 1988 a empresa Teófilo Fontainhas Neto, fundada pelo seu pai em 1940. É  Presidente do NERA (Associação Empresarial da Região do Algarve) e membro da Direção da CIP-CEP (Confederação Empresarial de Portugal) e Vice-Presidente da AIP (Associação Industrial de Portugal).

É membro do Conselho Consultivo da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve e presidente do Conselho Consultivo do Observatório do Turismo Sustentável do Algarve.

Vítor Neto tem mantido ao longo dos anos uma estreita relação com a Universidade do Algarve, tendo sido desde 2013 membro do Conselho Geral, órgão de que foi Presidente entre 2017 e 2021.

 


MISSÃO EMPRESARIAL AO BRASIL REFORÇA A COOPERAÇÃO ENTRE O ALGARVE E O BRASIL NAS ÁREAS DA INOVAÇÃO E DO EMPREENDEDORISMO

O NERA, em conjunto com a Universidade do Algarve, a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, o Algarve STP e a Algarve Evolution, entidades beneficiárias do Projeto Algarve Empreende 2026, cofinanciado pelo Programa Regional Algarve 2030, concluiu a participação na missão empresarial ao Brasil, realizada entre os dias 27 de junho e 3 de julho, com o objetivo de reforçar a cooperação entre o Algarve e entidades brasileiras ligadas à inovação, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento empresarial.

Ao longo da referida missão, a delegação de entidades algarvias passou por Brasília, João Pessoa e Recife, onde realizou reuniões institucionais e visitas a entidades de referência nas áreas da inovação, ciência e tecnologia, entre as quais a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o SEBRAE Nacional, o Parque Tecnológico Horizontes de Inovação, o Porto Digital, o CESAR e a Universidade Federal de Pernambuco.

Os encontros permitiram consolidar contactos institucionais, identificar oportunidades de colaboração entre empresas e instituições dos dois países e lançar as bases para futuras parcerias nas áreas da inovação, do desenvolvimento empresarial, da transferência de conhecimento e do desenvolvimento territorial.

Esta missão confirmou o interesse mútuo em aprofundar a cooperação entre o Algarve e os ecossistemas de inovação brasileiros, criando novas oportunidades para o desenvolvimento de iniciativas conjuntas e reforçando as relações entre as entidades parceiras.

                          


BANCO PORTUGUÊS DE FOMENTO: NOVAS OPORTUNIDADES DE FINANCIAMENTO PARA AS PME DO ALGARVE

As pequenas e médias empresas do Algarve enfrentam desafios específicos, relacionados com a sazonalidade da atividade económica, a pressão sobre os custos energéticos e operacionais, a necessidade de qualificar a oferta, a escassez de recursos humanos e a crescente exigência de digitalização, inovação e sustentabilidade.

Num território fortemente associado ao turismo, mas também com um tecido empresarial relevante em áreas diversificadas, o acesso a financiamento adequado pode ser determinante para concretizar novos investimentos, modernizar processos e reforçar a competitividade.

Neste contexto, o Banco Português de Fomento disponibiliza diferentes instrumentos destinados a facilitar o acesso das empresas ao financiamento. Trata-se, sobretudo, de linhas de crédito, garantias, empréstimos e soluções de capital, sujeitas à análise da elegibilidade, viabilidade e capacidade financeira de cada empresa.

Linha de Garantia BPF InvestEU — PME e Small Mid-Caps

Uma solução abrangente para investir e reforçar a tesouraria das empresas algarvias. Permite apoiar investimentos sustentáveis, investimentos empresariais gerais e necessidades de fundo de maneio. O financiamento pode atingir 8,25M€ para investimento sustentável, 5M€ para investimento geral e 2M€ para fundo de maneio.

Linha de Garantia BPF InvestEU — Investigação, Inovação e Digitalização

Esta solução pode ser especialmente relevante para PME do turismo, comércio, serviços, indústria e agroalimentar que pretendem modernizar os seus processos, desenvolver novos produtos ou serviços e incorporar novas tecnologias, investir em automatização, inteligência artificial, sistemas de gestão, plataformas digitais, comércio eletrónico, análise de dados, cibersegurança ou desenvolvimento de soluções inovadoras.

Linha de Apoio ao Turismo + Sustentável

Dirigida a empresas do setor do turismo, esta linha pretende apoiar investimentos em equipamentos, sistemas e soluções que contribuam para a transição energética e para a neutralidade carbónica. Pode abranger intervenções relacionadas com eficiência energética, redução dos consumos, gestão inteligente de recursos e adoção de tecnologias mais sustentáveis.

Linha de Crédito para a Descarbonização e Economia Circular

Destinada a apoiar empresas industriais e turísticas na redução do consumo energético, na substituição de fontes fósseis por energias renováveis e na implementação de modelos de economia circular.

Linha Portugal Resiliência Energética

Esta solução procura apoiar empresas particularmente expostas ao aumento dos custos da energia ou das matérias-primas e poderá ser relevante para unidades hoteleiras, restauração, lavandarias, indústrias agroalimentares, empresas de produção e outras atividades com elevados consumos energéticos.

Linha Fomento Portugal 2030 — Garantias

Destinada a financiar projetos aprovados no Algarve 2030 e Portugal 2030, este instrumento permite solicitar garantias técnicas para antecipar parte do incentivo aprovado, contribuindo para melhorar a liquidez durante a execução do investimento.

Linha Fomento IFIC Mais

Complementa o financiamento de projetos candidatados ao IFIC ou de investimentos em execução no âmbito do Portugal 2030 e do PRR, permitindo financiar uma parte dos capitais alheios necessários à execução do investimento.

Linha BPF Invest Export

Particularmente relevante para empresas do agroalimentar, produtos regionais, tecnologias, serviços especializados, turismo e outras atividades que pretendam reforçar a sua presença internacional ou adaptar-se a novos mercados, com especial enfoque em geografias exteriores à União Europeia. Disponibiliza até 3.5M€ para apoiar investimentos e necessidades de fundo de maneio.

Da oportunidade ao financiamento aprovado

A existência de uma linha de financiamento não significa que, qualquer empresa ou investimento seja, automaticamente elegível. A aprovação depende da situação económica e financeira da empresa, da sua capacidade de reembolso, da finalidade do investimento, do enquadramento da atividade e da qualidade da documentação apresentada.

Uma candidatura bem preparada deve demonstrar que o investimento é necessário, financeiramente sustentável e capaz de gerar resultados concretos para a empresa.

O NERA — Associação Empresarial da Região do Algarve, em parceria com a RISE Center, apoia as empresas da região na identificação das soluções de financiamento mais adequadas, na análise de elegibilidade, na estruturação do plano de investimento e financiamento e na preparação da documentação necessária.

Informação atualizada em julho de 2026. As condições, dotações, entidades financiadoras e períodos de vigência podem ser alterados ou encerrados. A concessão de financiamento está sempre sujeita à verificação das condições de elegibilidade e à aprovação das entidades envolvidas.

 


ALGARVE 2030 REFORÇA EXECUÇÃO DOS FUNDOS EUROPEUS COM MEDIDA TOP-UP

O Programa Regional ALGARVE 2030 necessita de assegurar a submissão de mais 85 milhões de euros de fundos europeus até final do ano para cumprir a regra N+3, evitando a devolução de verbas alocadas ao Algarve no âmbito da política de coesão.

Para apoiar este objetivo, a Comissão Diretiva do ALGARVE 2030 aprovou a aplicação da medida Top-Up aos pedidos de pagamento de operações de investimento público ainda não encerradas.

A medida permite antecipar o financiamento dos pedidos de pagamento apresentados entre 24 de abril e 31 de outubro de 2026, através de uma comparticipação até 100%, sem aumentar o apoio total aprovado para cada operação.

A Autoridade de Gestão apela às entidades beneficiárias para que acelerem a execução dos projetos e submetam os respetivos pedidos de pagamento, contribuindo para o cumprimento da regra N+3 e para que o Algarve aproveite integralmente os fundos europeus disponíveis.

 


ALGARVE CRESCE EM HÓSPEDES, DORMIDAS E PROVEITOS NO MÊS DE MAIO

O Algarve manteve em maio a trajetória positiva da atividade turística, registando crescimentos nos principais indicadores de procura e de receita, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

No mês em análise, a região recebeu 586,1 mil hóspedes, mais 6,5% do que em maio de 2025, e contabilizou 2,1 milhões de dormidas, um aumento homólogo de 4,7%. Os proveitos totais atingiram 179 milhões de euros, refletindo uma subida de 10,5%.

O desempenho foi sustentado tanto pelo mercado nacional como pelos mercados externos. O número de hóspedes residentes cresceu 12,4%, enquanto os hóspedes não residentes aumentaram 5,1%. Nas dormidas, os residentes registaram uma subida de 10%, e os não residentes cresceram 3,8%.

A estada média no Algarve fixou-se em 3,60 noites, valor 48,8% acima da média nacional de 2,42 noites, confirmando a região como um dos destinos nacionais com estadias mais prolongadas. Já a taxa de ocupação-quarto situou-se em 64,3%, em linha com a média nacional, de 64,1%.

Albufeira voltou a afirmar-se como o principal destino turístico do Algarve e como o segundo município do país em número de dormidas, com 815,8 mil dormidas em maio, mais 9,1% do que no mesmo mês do ano anterior. No conjunto nacional, o Algarve colocou sete municípios no top-15 dos concelhos com maior número de dormidas.

Também o Aeroporto de Faro acompanhou a evolução positiva do destino, com um crescimento de 5,6% no número de passageiros em maio. O desempenho foi impulsionado pelo mercado britânico, que cresceu 8,1% e alcançou uma quota de 46,4% no movimento mensal do aeroporto.

 


 NERA E UALG PREPARAM IMPLEMENTAÇÃO DE LIVING LABS NA REGIÃO

Durante os dias 15 e 16 de julho, os parceiros do projeto AGROBOTICS-DITWINS reuniram-se em Bilbau, Espanha, para a preparação da implementação dos Living Labs nas diferentes regiões participantes. Estes espaços colaborativos permitirão testar e validar, em contexto real, soluções de robótica e inteligência artificial aplicadas ao setor agrícola.

O programa incluiu uma visita ao Living Lab da Universidade do País Basco (UPV/EHU), permitindo conhecer as infraestruturas disponíveis e o funcionamento destes espaços de experimentação e inovação. Foram igualmente apresentados os recursos, áreas de especialização e estratégias de implementação previstas por cada um dos parceiros.

O NERA, em parceria com a Universidade do Algarve, apresentou o trabalho desenvolvido na região, destacando as ações de mobilização do setor agrícola, a divulgação do projeto e o processo de identificação das explorações agrícolas interessadas em integrar a fase piloto. Foram recebidas 28 manifestações de interesse, encontrando-se em curso a avaliação e seleção das duas explorações agrícolas que irão participar no projeto e acolher os Living Labs no Algarve.

Importa recordar que este projeto visa a criação de um ecossistema transnacional para impulsionar a digitalização e a sustentabilidade no setor agrícola, apostando na integração de robótica e Inteligência Artificial em living-labs com gémeos digitais, apoiando produtores e empresas agrícolas na transição para o modelo da Agricultura 5.0.

O projeto AGROBOTICS-DITWINS tem término previsto para maio de 2028, envolve parceiros de Portugal, Espanha e França e é cofinanciado pelo Programa Interreg SUDOE 2021–2027, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Para mais informação, consulte www.nera.pt

 


 ABERTURA DE CANDIDATURAS AOS APOIOS À CONTRATAÇÃO

As entidades empregadoras podem candidatar-se, desde o passado dia 15 de julho de 2026, às medidas de apoio à contratação +Emprego e Emprego +Talento, promovidas pelo IEFP. Estes apoios ajudam as empresas a contratar pessoas desempregadas.

A Medida +Emprego criada pela Portaria n.º 220/2024/1, de 23 de setembro, concede um apoio financeiro de 6.445,56 euros (correspondente a 12 vezes o Indexante dos Apoios Sociais – IAS) às entidades empregadoras que celebrem contratos de trabalho sem termo e a tempo completo com desempregados inscritos no IEFP.

A Medida Emprego +Talento criada pela Portaria n.º 221/2024/1, de 23 de setembro, atribui um apoio financeiro de 9.668,34 euros (equivalente a 18 IAS) às entidades empregadoras que celebrem contratos de trabalho sem termo e a tempo completo com jovens com menos de 35 anos, detentores de qualificação de nível superior e inscritos no IEFP.

O período de candidaturas a estas medidas decorre entre as 09h00 do dia 15 de julho de 2026 e as 18h00 do dia 15 de dezembro de 2026, nos termos dos avisos de abertura da Medida +Emprego e da Medida Emprego + Talento, aprovado pelo Conselho Diretivo do IEFP em 14 de julho de 2026. A data de encerramento poderá ser antecipada, caso, entretanto, seja atingida a dotação orçamental.

As candidaturas devem ser submetidas pelas entidades promotoras através do portal www.iefponline.iefp.pt, na respetiva área de gestão.

Antes de submeter a candidatura, recomenda-se a consulta dos regulamentos e das condições de acesso aplicáveis a cada medida. Toda a informação está disponível nas páginas da Medida +Emprego e da Medida Emprego +Talento, daquele portal.

Para mais informações, contacte a linha de apoio do IEFP através do número 215 803 555. O atendimento está disponível nos dias úteis, das 9h00 às 19h00.

 


CALOR E SEGURANÇA ALIMENTAR: CUIDADOS A REDOBRAR NO VERÃO

O verão traz consigo temperaturas elevadas que representam um risco acrescido para a segurança dos alimentos. O calor intenso nas cozinhas aumenta o risco de multiplicação microbiana, sobretudo quando os alimentos permanecem, por períodos prolongados expostos a temperaturas de risco, colocando em causa a segurança dos alimentos e a saúde do consumidor.

A utilização de equipamentos de frio adequados e abatedores de temperatura, são essenciais para controlar este risco.

Temperaturas de segurança a respeitar:

Conservação de Refrigerados: entre 0°C e 5°C

Conservação de Congelados: ≤ -18°C

Tempo máximo de exposição dos Alimentos à Temperatura Ambiente (entre os 5º C e 60º C): 2 horas

Processo de Descongelação: Em condições de refrigeração

Por outro lado, a climatização das áreas alimentares também pode ajudar, desde que o ar circule de uma zona limpa para a zona suja, e seja assegurada manutenção periódica dos aparelhos.

A formação dos operadores económicos é fundamental para o conhecimento e a aplicação destas boas práticas e, consequentemente, proteger o consumidor.

Redobrar os cuidados é proteger o consumidorNão só no verão, mas durante todo o ano.

 


 FÉRIAS NO TRABALHO

As férias constituem um direito fundamental dos trabalhadores e desempenham um papel essencial na recuperação física e psicológica após períodos de atividade profissional. Apesar de serem uma realidade comum, continuam a existir muitas dúvidas relacionadas com a marcação dos dias de descanso, o pagamento do subsídio de férias e as situações especiais que podem surgir ao longo da carreira.

Quantos dias de férias pode gozar um trabalhador?

Os trabalhadores por conta de outrem têm direito, regra geral, a 22 dias úteis de férias por cada ano civil.

Este período destina-se a garantir o descanso e a recuperação do trabalhador, sendo um direito protegido pela lei.

O direito a férias não depende do desempenho profissional nem da assiduidade.

Trata-se de uma garantia legal associada à existência do vínculo laboral, pelo que não pode ser eliminado ou reduzido de forma arbitrária.

Regras aplicáveis no primeiro ano de contrato

Quando um trabalhador inicia funções numa empresa, aplicam-se regras específicas.

Nesse primeiro ano, o direito a férias é calculado à razão de dois dias úteis por cada mês completo de trabalho, até ao limite de 20 dias.

No entanto, o gozo dessas férias apenas pode ocorrer após seis meses completos de execução do contrato.

Assim, quem começa a trabalhar em janeiro poderá normalmente usufruir das férias em julho.

Já quem inicia atividade na segunda metade do ano poderá ter de esperar pelo ano seguinte para gozar os dias acumulados.

Nos contratos a termo com duração igual ou superior a seis meses, aplicam-se princípios semelhantes, salvo acordo diferente entre trabalhador e empregador.

Como é definido o período de férias?

A marcação das férias deve resultar, preferencialmente, de um entendimento entre a entidade empregadora e o trabalhador.

O objetivo é compatibilizar os interesses de ambas as partes, permitindo ao trabalhador usufruir do seu período de descanso sem comprometer a organização da empresa.

Quando não existe acordo, cabe ao empregador determinar as datas das férias, mas essa decisão não é totalmente livre.

A legislação impõe determinadas condições e procedimentos que devem ser respeitados.

Além disso, as férias não podem iniciar-se num dia que corresponda ao descanso semanal do trabalhador.

A empresa pode encerrar para férias?

Sim. Em determinadas circunstâncias, as empresas podem encerrar total ou parcialmente as suas instalações para permitir o gozo coletivo de férias pelos trabalhadores.

Normalmente, esse encerramento pode ocorrer durante um período até 15 dias consecutivos entre maio e outubro.

Contudo, a legislação admite algumas exceções, desde que existam fundamentos compatíveis com a atividade desenvolvida.

Também é possível o encerramento durante alguns dias úteis na época natalícia ou em situações específicas associadas a “pontes”, desde que os trabalhadores sejam informados previamente.

O que inclui o subsídio de férias?

O subsídio de férias corresponde a uma prestação adicional paga ao trabalhador para acompanhar o período de descanso anual.

Para efeitos de cálculo, entram normalmente a remuneração base e outras componentes remuneratórias que estejam diretamente ligadas à forma habitual de prestação do trabalho.

É o caso de suplementos pagos de forma regular, como trabalho por turnos, trabalho noturno ou compensações por isenção de horário.

Por outro lado, determinados valores não costumam integrar o cálculo deste subsídio. Entre eles encontram-se, por exemplo, as ajudas de custo, os subsídios de refeição ou as despesas de deslocação, por não serem considerados elementos retributivos permanentes.

O subsídio de férias encontra-se sujeito às retenções legalmente previstas para IRS e Segurança Social.

Quando deve ser pago o subsídio?

Na ausência de acordo escrito em sentido contrário, o pagamento deve ocorrer antes do início das férias.

Quando o trabalhador divide as férias em vários períodos ao longo do ano, o subsídio pode ser pago proporcionalmente a cada fase de gozo.

No caso dos trabalhadores que ainda não completaram um ano de contrato, o valor é calculado de acordo com os dias de férias efetivamente adquiridos.

 


DIA DO ALGARVE EM NOVA IORQUE

Beneficiando da forte visibilidade internacional de Portugal gerada pelo Mundial de Futebol, o Algarve teve um dia inteiramente dedicado à promoção do destino em Nova Iorque.

O Dia do Algarve levou gastronomia, cultura e alguns dos maiores eventos da região à Casa de Portugal, instalada no Time Out Market de Brooklyn, reunindo convidados, imprensa norte-americana e público internacional. O programa culminou com um concerto de Dino D’Santiago, um dos mais destacados artistas da música portuguesa contemporânea e uma das figuras que atualmente melhor projeta a identidade cultural do Algarve.

No passado dia 15 de julho, o Algarve foi o destino em destaque na programação da Casa de Portugal, instalada no Time Out Market, em Brooklyn, Nova Iorque, no âmbito do projeto Road to World Cup, uma iniciativa promovida pela Federação Portuguesa de Futebol, com o apoio do Turismo de Portugal, para reforçar a notoriedade do país no mercado norte-americano durante o Campeonato do Mundo de Futebol 2026.

Ao longo desse dia, o Turismo do Algarve apresentou a diversidade da oferta turística da região perante jornalistas norte-americanos, operadores turísticos, parceiros e convidados, tirando partido da visibilidade proporcionada por um dos maiores eventos desportivos do mundo e do interesse gerado em torno de Portugal para promover a notoriedade do destino num mercado considerado estratégico para o crescimento sustentado do turismo algarvio.

Esta ação pretendeu mostrar um Algarve capaz de combinar gastronomia, cultura, criatividade e grandes eventos internacionais, reunindo uma proposta turística diferenciadora que reflete a crescente diversificação da sua oferta

Neste contexto, o programa do Dia do Algarve começou com uma apresentação do destino, com destaque para a diversidade de experiências proporcionadas ao longo de todo o ano. Houve também momentos dedicados à divulgação de alguns dos principais eventos internacionais acolhidos pela região, nomeadamente o PGA Portugal Invitational, a Fórmula 1 e o MotoGP, reforçando o posicionamento do Algarve como destino de referência para o turismo desportivo e para a realização de grandes eventos.

A gastronomia algarvia esteve representada pelo chef João Oliveira, do restaurante Vista, em Portimão, distinguido com uma estrela Michelin, que conduziu um showcooking seguido de um almoço volante inspirado nos sabores da região.

A programação culminou com um showcase do músico algarvio Dino D’Santiago, que teve lugar no terraço exterior do Time Out Market, num cenário com vista privilegiada sobre as pontes de Brooklyn e Manhattan.

 


MUNICÍPIOS DO ALGARVE ULTRAPASSAM AS METAS DO PRR NA GESTÃO DE PERDAS DE ÁGUA

Sob a gestão da Comunidade Intermunicipal do Algarve, que assumiu as funções de organismo intermediário junto da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, as entidades gestoras dos sistemas de abastecimento de água em baixa (municípios e empresas municipais) executaram mais de 40 milhões de euros de investimento na reabilitação de redes de abastecimento de água em baixa no combate às perdas reais de água na região, no período 2021-2026, o que se traduziu em intervenções em mais de 160 km de rede de abastecimento (a meta do Plano de Recuperação e Resiliência era 125 km) e numa poupança de água estimada de mais de 2,15 hm3 (a meta era 2 hm3).

O investimento neste setor por parte dos municípios está a ter continuação no Programa Regional ALGARVE 2030, onde a AMAL contratualizou mais 42,5 milhões de euros de fundo FEDER, com a Autoridade de Gestão daquele Programa para o setor da água, que estão a ser mobilizados para apoiar projetos de abastecimento e de reabilitação de infraestruturas para redução da intrusão da água salgada nos sistemas urbanos costeiros, no saneamento de águas residuais, na reutilização de água, na continuação do investimento na redução de perdas reais e aparentes e na digitalização e inteligência dos sistemas.

 


ALTERAÇÃO DO PRAZO DE VALIDADE DE HABILITAÇÃO COMO APLICADOR DE PRODUTOS FITOFARMACÊUTICOS

Com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 127/2026, que altera a Lei n.º 26/2013, de 11 de abril, a habilitação como aplicador de produtos fitofarmacêuticos vê o seu prazo de validade alterado de 10 para 15 anos.

Esta alteração, implicará que:

Todos os detentores de cartão de aplicador de produtos fitofarmacêuticos, que se encontrem válidos à data de entrada em vigor da alteração (27/06/2026) beneficiam automaticamente de um acréscimo de 5 anos sobre o prazo de validade apresentado no cartão.

Todos os cartões de aplicador de produtos fitofarmacêuticos que venham a ser emitidos pela CCDR de Lisboa e Vale do Tejo em data posterior à data de entrada em vigor da alteração (27/06/2026), por conta de formações concluídas ou em fase de conclusão, apresentarão já uma validade ajustada aos 15 anos agora previstos.

Não é necessária qualquer diligência por parte dos titulares.

A renovação da habilitação continua a depender da aprovação na ação de formação de atualização em aplicação de produtos fitofarmacêuticos ou, nos casos legalmente previstos, da aprovação em nova prova de conhecimentos.


INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: DA CURIOSIDADE À VANTAGEM COMPETITIVA

Durante muito tempo, a Inteligência Artificial foi encarada como uma tecnologia reservada às grandes empresas ou como uma tendência distante da realidade de muitas PME. Hoje, esse cenário mudou. A IA tornou-se uma ferramenta acessível, capaz de apoiar a gestão, aumentar a produtividade e melhorar a qualidade das decisões em organizações de qualquer dimensão.

Mais do que gerar texto ou responder a perguntas, a Inteligência Artificial está a impulsionar uma nova geração de plataformas e soluções empresariais inteligentes, capazes de integrar processos, dados, equipas e informação num único ecossistema de gestão. O verdadeiro valor da IA não reside na tecnologia em si, mas na capacidade de transformar desafios e oportunidades em soluções adaptadas à realidade de cada organização, simplificando a operação e apoiando decisões mais rápidas, consistentes e informadas.

No Algarve, onde predominam pequenas e médias empresas que enfrentam desafios de sazonalidade, disponibilidade de recursos e necessidade de resposta rápida ao mercado, a capacidade de integrar informação, automatizar processos e apoiar a decisão através de soluções inteligentes pode representar um importante fator de competitividade.

A vantagem competitiva não pertencerá às empresas que apenas utilizam ferramentas de Inteligência Artificial, mas àquelas que conseguem integrá-la de forma estruturada nos seus processos, sistemas e modelos de gestão. O sucesso desta transformação dependerá não apenas da tecnologia adotada, mas também da forma como a solução é desenhada, implementada e alinhada com a estratégia do negócio. É essa integração que permitirá criar organizações mais ágeis, mais eficientes e melhor preparadas para responder aos desafios de um mercado em constante evolução.

 


ALUGUER DE ESPAÇOS:

Localizadas em plena Área Empresarial de Loulé, as instalações do NERA há muito que são um ponto de encontro dos empresários do Algarve.

Dotadas de bons acessos rodoviários (A22 e EN125) e com estacionamento próprio, as instalações do NERA posicionam-se atualmente como um local de eleição para a realização de vários eventos tais como:

  • Reuniões de Empresas;
  • Seminários e Congressos;
  • Lançamento de Produtos;
  • Ações de Formação;
  • Recrutamento e Seleção de Colaboradores.

Atualmente possuímos rede wireless e salas devidamente equipadas, em função dos eventos a realizar, bem como serviço de “catering”. Ao todo, dispomos de 6 salas adequadas ao desenvolvimento de ações de formação ou de reuniões de trabalho, com capacidade entre as 16 e as 30 pessoas sentadas, sendo que duas das mesmas estão equipadas com computadores e vocacionadas para o desenvolvimento de ações de formação de informática. Para além destas salas dispomos também de um auditório indicado para a realização de Seminários, Conferências, Sessões de Informação, Workshops, Fóruns, Tertúlias, com uma capacidade máxima de 140 pessoas sentadas, bem como de uma sala polivalente contígua. Complementarmente, dispomos ainda de um gabinete para pequenas reuniões ou entrevistas com apenas 10 lugares.

Para mais informações entre em contacto conosco ou consulte o nosso Catálogo:

URL: www.nera.pt/aluguer-de-espacos

Telefone: 289 41 51 51 (Chamada para a rede fixa nacional) | Telemóvel: 96 581 76 08 (Chamada para rede móvel nacional)

E-mail: nera@nera.pt

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