Arquivo Newsletter

nerainforma n.º 197, outubro 2026

Descarregue o pdf: Template nerainforma outubro 2026 – Patrocinada                                         

                                                                                                                                            ATENTOS | MOBILIZADOS

Não podemos baixar os braços. O quadro político internacional continua a agravar-se. A incerteza e a instabilidade acentuam-se.

Nós empresários temos de estar permanentemente atentos.

Mantêm-se todos os alertas que temos vindo a salientar nos últimos meses. Quero aqui referir apenas alguns pontos.

1.Positivo. O principal setor da economia do Algarve, o Turismo, resistiu á instabilidade internacional e apresenta crescimento em relação a 2025, nos principais vetores no turismo interno e internacional (dormidas, receitas, chegadas ao aeroporto, etc.). Os dados são globalmente positivos, com diferenças entre setores e, se não houver surpresas, poderão fazer de 2026 um bom ano turístico.

2.Negativo. A evolução preocupante do quadro político na Europa, nomeadamente em relação à Guerra na Ucrânia, com Donald Trump a afastar-se dos aliados europeus e a fazer acordos secretos com Vladimir Putin, gera uma enorme incerteza. Perante uma Europa fraca, dividida, com problemas políticos, económicos e até sociais em cada país.

3.Preocupante. Para além das dificuldades económicas e financeiras, em vários países europeus, estão a surgir movimentos de contestação social (França, Espanha, Itália) em torno de áreas sensíveis como a habitação, o custo de vida, o emprego, perspetivas de futuro para os jovens, que rapidamente se desenvolvem e têm rápido impacto (televisão, redes sociais) noutros países.

4.Desafiante. Perante este quadro, as forças políticas e sociais responsáveis do nosso país, em vez de se digladiarem, deveriam refletir sobre a necessidade urgente de unir esforços para enfrentar os graves problemas económicos e sociais que já temos e, em conjunto, trabalhar para os resolver.

Os empresários e as suas associações estão disponíveis para participar nessa batalha.

Mobilizados

 

Vítor Neto | Presidente da Direção do NERA

 


 SEMINÁRIO: “AS ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DOS CONTRATOS PÚBLICOS (DECRETO-LEI N.º 177/2026, DE 4 DE SETEMBRO” | 24 DE NOVEMBRO

No âmbito da parceria estabelecida entre o NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve e a Deloitte Legal TELLES – Sociedade de Advogados SP, RL, S.A., iremos realizar o seminário dedicado ao tema “As Alterações ao Código dos Contratos Públicos (Decreto-Lei n.º 177/2026, de 4 de setembro)” que terá lugar no próximo dia 24 de novembro de 2026, entre as pelas 14h30m e as 18h00m, nas instalações do NERA, em Loulé, conforme Programa que segue abaixo:

  1. Enquadramento da reforma e aplicação no tempo
  2. Separação da categorização dos princípios; contratação pública digital e uso de Inteligência Artificial
  3. Valor estimado do contrato, novos limiares e planeamento da contratação
  4. Instrumentos de inovação, consulta prévia especial e situações excecionais
  5. Flexibilização do concurso público, exclusão de propostas, habilitação e subcontratação
  6. Empreitadas, modificação contratual e resolução de litígios

O Decreto-Lei n.º 177/2026, de 4 de setembro, altera o Código dos Contratos Públicos (CCP) com o objetivo de ultrapassar constrangimentos previamente identificados, em particular a excessiva carga burocrática, a morosidade dos procedimentos e as dificuldades na execução atempada do investimento público, promovendo um sistema mais ágil, eficiente e orientado para os resultados, sem comprometer os princípios da concorrência, da transparência, da legalidade e da boa administração.

Este seminário que será conduzido pelo Dr. Pedro Matias Pereira e Dr. Sérgio Alves, destina-se a dirigentes, técnicos e trabalhadores da Administração Pública, profissionais da área da contratação pública, juristas, advogados, consultores, operadores económicos e demais interessados no regime jurídico da contratação pública.

A participação neste seminário tem um custo de 20,00€ para os Associados do NERA e de 30,00€ para os não Associados do NERA, sendo a inscrição obrigatória. Neste sentido, a inscrição deverá ser efetuada até ao próximo dia 20 de novembro de 2026.

 


«ALMOÇO MINEIRO SUBTERRÂNEO» VENCE CATEGORIA “TURISMO & RECURSOS GEOLÓGICOS” NO CONCURSO INOVA ALGARVE + DIVERSIFICAR

A Tech Salt, S.A. venceu a categoria “Turismo & Recursos Geológicos” do Concurso de Projetos e Atividades Inovadores – INOVA ALGARVE + DIVERSIFICAR, promovido pelo NERA, com o projeto «Almoço Mineiro Subterrâneo», recebendo um prémio monetário de 2.500 euros. A distinção foi atribuída durante a Conferência dedicada à Fileira dos Recursos Geológicos, realizada a 20 de outubro, nas instalações do NERA, em Loulé.

A iniciativa, apresentada por Renato Godinho, resulta de uma parceria entre a Tech Salt, S.A. e a Associação das Terras e das Gentes da Dieta Mediterrânea, propondo uma experiência turística inovadora a cerca de 230 metros de profundidade, na Mina de Sal-Gema de Loulé. Combina uma visita guiada ao património geológico e mineiro com uma refeição inspirada na Dieta Mediterrânica, recriando os momentos de convívio dos antigos mineiros. O projeto aposta na valorização do património, da gastronomia e das tradições locais, contribuindo para a diversificação da oferta turística do Algarve.

O primeiro painel, dedicado ao contexto económico da fileira, contou com contributos de representantes da Região de Turismo do Algarve, da Universidade do Algarve e da Assimagra – Associação Portuguesa da Indústria dos Recursos Minerais. O programa incluiu ainda uma apresentação sobre a inovação na ligação da pedra natural a outros materiais, a cargo do designer Miguel Soeiro.

O segundo painel, centrado nas boas práticas de inovação empresarial, reuniu representantes do Geoparque Algarvensis, da TECH SALT, da Geowalks and Talks, da Pedramoca e da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, proporcionando a partilha de experiências e abordagens inovadoras no setor.

O ciclo de Conferências prossegue a 5 de novembro, com uma sessão dedicada à fileira dos Citrinos. Ao longo do mês, seguir-se-ão conferências centradas na Economia do Mar e nas Plantas e Flores, dando continuidade ao trabalho de valorização das fileiras estratégicas e dos recursos endógenos do Algarve. Mais informações sobre os projetos finalistas e o calendário das próximas sessões podem ser consultadas em https://inova-algarve.pt/ciclo-de-conferencias

A iniciativa é organizada pelo NERA, em parceria com a Algarve Evolution, Associação KIPT, CCDR Algarve, Região de Turismo do Algarve, Tertúlia Algarvia e Universidade do Algarve, no âmbito do Projeto INOVA ALGARVE 3.0, cofinanciado pelo Programa Regional Algarve 2030 | Portugal 2030.

                      


ACRILAMIDA: DAS BOAS PRÁTICAS AOS LIMITES OBRIGATÓRIOS

Dourado, não queimado. Quem trabalha numa cozinha conhece bem o cheiro de uma batata frita no ponto. Mas, quando passa do dourado para o castanho, há mais do que sabor em jogo: forma-se acrilamida. Esta substância surge naturalmente quando alimentos ricos em amido, como a batata, o pão ou as tostas, são fritos, assados ou torrados acima de 120 °C. Pode danificar o ADN e é considerada provavelmente cancerígena.

Até hoje não existem limites máximos legais. Desde 2018, a restauração aplica boas práticas de redução, com níveis de referência que servem apenas de indicador. A Comissão Europeia está agora a preparar, pela primeira vez, limites máximos obrigatórios para alguns alimentos.

O que fazer: Guarde a batata fresca acima de 6 °C, nunca no frigorífico, e demolhe-a ou branqueie-a antes de fritar. Na fritadeira, mantenha o óleo abaixo de 175 °C e sirva só até ao amarelo-dourado, com um guia de cores à vista de todos. Um registo diário chega para o demonstrar. O teor exato apenas pode ser medido em laboratório, uma análise obrigatória para cadeias e franchising.

Antecipar é simples e protege quem se senta à sua mesa. Lembre-se, dourar, não queimar.

 


INCENTIVOS AO INVESTIMENTO NA DIVERSIFICAÇÃO DO COMÉRCIO E SERVIÇOS

Encontram-se abertas as candidaturas à medida D.1.1.1.3 – Investimentos em diversificação, comércio e serviços associados, no âmbito do GAL Algarve Central, cuja entidade gestora é a Associação In Loco.

Esta medida tem como objetivo apoiar projetos de investimento que contribuam para a diversificação da atividade económica, o desenvolvimento do comércio e a dinamização dos serviços locais, criando novas oportunidades de negócio e reforçando a economia do território.

Os projetos aprovados poderão beneficiar de um incentivo até 60% a fundo perdido.

Prazo de submissão de candidaturas: 23 de dezembro de 2026.

Área geográfica abrangida: Concelho de Albufeira, nas freguesias de Ferreiras, Guia e Paderne.

D.1.1.1.3 – Investimentos em diversificação, comércio e serviços associados

🌾 Apoios: Até 60% a fundo perdido

🌾 Prazos Submissão: 23/12/2026

🌾 Área de Abrangência:

 

* concelho de Albufeira: (freguesias de Ferreiras, Guia e Paderne);

* concelho de Faro (freguesias de Conceição, Estoi, Santa Barbara de Nexe, e União de Freguesias de Faro (Sé e São Pedro);

* concelho de Loulé (freguesias de Almancil, Alte, Ameixial, Benafim, Boliqueime, Querença, Salir, São Clemente, São Sebastião e Tôr);

* concelho de Olhão (freguesias de Fuseta, Moncarapacho e Pechão);

* concelho de São Brás (freguesia de São Brás);

* concelho de Silves (freguesias de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra);

* concelho de Tavira (freguesias de Cachopo, Luz de Tavira, Santa Catarina da Fonte do Bispo e Santo Estevão).

 

🌾 Área de Abrangência: Atividades Prioritárias:

* 01610 – Atividades de apoio à agricultura

* 01620 – Atividades de apoio à produção animal

* 10520 – Fabricação de gelados e sorvetes

* 10613 – Transformação de cereais e leguminosas

* 10711 – Panificação

* 10712 – Pastelaria fresca

* 10720 – Fabricação de bolachas, biscoitos, tostas e pastelaria de conservação

* 11011 – Fabricação de aguardentes preparadas

* 11012 – Fabricação de aguardentes não preparadas

* 11050 – Fabricação de cerveja

* 13101 – Preparação e fiação de fibras do tipo algodão, lã, seda, linho e outras fibras têxteis

* 13930 – Fabricação de tapetes e carpetes

* 16282 – Fabricação de obras de cestaria e de espartaria

* 16284 – Fabricação de rolhas de cortiça

* 20152 – Fabricação de adubos orgânicos e organo-minerais

* 20420 – Fabricação de perfumes, de cosméticos e produtos de higiene

* 20593 – Fabricação de óleos essenciais

* 23411 – Olaria de barro

* 47210 – Comércio a retalho de frutas e produtos agrícolas

* 47240 – Comercio a retalho de pão, de produtos de pastelaria e de confeitaria

* 47271 – Comércio a retalho de leite e derivados

* 55202 – Alojamento em estabelecimentos de turismo no espaço rural, exceto hotéis rurais

* 55300 – Parque de campismo e caravanismo

* 56111 – Restaurantes típico tradicional

* 56210 – Fornecimentos de refeições para eventos

* 91210 – Atividades de museus e coleções

* 91300 – Atividades de conservação restauro e outras atividades de apoio ao patrimônio cultural

* 93293 – Organização de atividades de animação turística

* 94991 – Associações culturais e recreativas

 

Em caso de dúvidas / esclarecimentos

📱 289 055 792

✉️ geral@allpouvar.com

 


COOPERAÇÃO EM REDE NO TURISMO NÁUTICO EM DESTAQUE NO ALGARVE

A segunda sessão do ciclo Nature & Nautic Sessions realiza-se a 10 de novembro, em formato online, e será dedicada à importância da cooperação em rede para a valorização e competitividade do Turismo Náutico.

No próximo dia 10 de novembro, entre as 14h30 e as 16h00, realiza-se a segunda sessão do ciclo Nature & Nautic Sessions, subordinada ao tema “O Valor da Cooperação em Rede no Turismo Náutico”, que contará com a participação de Gisela Sousa, Coordenadora da Rede das Estações Náuticas de Portugal, do Fórum Oceano.

A sessão abordará a cooperação entre empresas, entidades públicas e outros agentes do território, destacando o papel das redes na criação de sinergias, na valorização dos recursos náuticos e no desenvolvimento de uma oferta turística mais integrada e competitiva. Com uma abordagem prática, será também promovida a partilha de experiências e a identificação de oportunidades de colaboração entre os diferentes agentes do setor.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória em: https://forms.gle/GyTMbZjBU1sLxNAX8

O ciclo Nature & Nautic Sessions teve início hoje, com a participação de Miguel Sanches, Diretor Executivo da Biosphere Portugal, numa sessão centrada na sustentabilidade enquanto fator de diferenciação e competitividade das empresas. O ciclo terá continuidade com uma terceira sessão, cuja data e temática serão divulgadas oportunamente.

Esta iniciativa pretende promover a capacitação das empresas dos setores do Turismo de Natureza e Náutico, através da partilha de conhecimentos, experiências e boas práticas, contribuindo para o reforço da sua competitividade.

O ciclo é organizado conjuntamente pelo NERA, pela Região de Turismo do Algarve (RTA) e pela Associação Turismo do Algarve (ATA), no âmbito do projeto Internacionalizar + Algarve 3.0, cofinanciado pela União Europeia através do Programa Regional Algarve 2030.

Para mais informações consulte www.nera.pt e/ou contacte nera@nera.pt.

 


 GESTÃO DE RESÍDUOS URBANOS NO ALGARVE: MUNICÍPIOS DO ALGARVE PROPÕEM INVESTIR MAIS DE 28 MILHÕES DE EUROS

Dez municípios do Algarve já apresentaram candidaturas ao Programa Regional ALGARVE 2030 para investimentos na gestão de resíduos urbanos, correspondentes a um investimento superior a 28 milhões de euros com um apoio de 17 milhões de euros de financiamento através de fundos europeus geridos na região.

A estes investimentos municipais, na recolha e gestão de resíduos urbanos, juntam-se os investimentos da ALGAR, responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos na região. Até ao momento, foram executados mais de 4 milhões de euros, com projetos da ALGAR e dos municípios ou empresas municipais, de Faro, Olhão, Loulé, São Brás de Alportel, Lagoa, Silves e Vila do Bispo.

Estes são investimentos fundamentais para acelerar a transição do Algarve para uma economia circular, através da prevenção da produção de resíduos, do reforço da recolha seletiva e da reciclagem, da valorização dos resíduos urbanos como recursos e da redução progressiva da deposição em aterro. O seu impacto contribui para a descarbonização, para a melhoria do desempenho ambiental e qualidade de vida da região.

Nos Municípios, os apoios previstos pelo ALGARVE 2030 abrangem, entre outras ações, a aquisição de equipamentos e veículos para a recolha seletiva de bio resíduos e de outros materiais recicláveis, a compostagem doméstica e comunitária, o reforço e a modernização dos ecocentros, a otimização dos circuitos de recolha e a digitalização dos serviços. Estes investimentos visam melhorar os serviços prestados à população, aumentar a separação dos resíduos e promover a sua reutilização e reciclagem.

Por sua vez, os investimentos da ALGAR incidem sobre as infraestruturas de tratamento e valorização de resíduos, incluindo a modernização dos sistemas de triagem, reforço da capacidade de valorização de resíduos orgânicos através de compostagem ou digestão anaeróbia e a recuperação de materiais e nutrientes. O objetivo é aumentar a quantidade de resíduos valorizados, reduzir a fração residual encaminhada para aterro e melhorar a eficiência ambiental do sistema regional de gestão de resíduos.

O desafio passa agora por acelerar a concretização dos investimentos previstos, garantindo que o financiamento disponível se traduz em projetos executados e em resultados efetivos para o território.

Avançar com as operações é essencial para reforçar a sustentabilidade da gestão de resíduos urbanos e contribuir para o cumprimento das metas nacionais e europeias em matéria de preparação para reutilização, reciclagem e redução da deposição em aterro.

A articulação entre os municípios, a ALGAR e a AMAL constitui uma base essencial para mobilizar recursos, superar desafios e concretizar os investimentos de que a região necessita.

A passagem das operações previstas à fase de execução é determinante para alcançar os objetivos definidos para a gestão de resíduos no Algarve, nomeadamente aumentar a recolha seletiva, reforçar a reciclagem, promover a circularidade dos recursos e reduzir a quantidade de resíduos urbanos depositados em aterro.

 


IRS E REINVESTIMENTO DE MAIS-VALIAS: COMPRAR UMA RUÍNA CONTA?

A Informação Vinculativa n.º 25960, de 3 de julho de 2026, da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), veio esclarecer que o preço pago pela aquisição de um imóvel classificado matricialmente como ruína não constitui reinvestimento elegível para efeitos da exclusão de tributação das mais-valias prevista no artigo 10.º do Código do IRS, ainda que se destine a reconstrução e futura habitação própria e permanente do contribuinte.

Segundo a AT, o imóvel deve reunir, no momento da aquisição, condições que permitam a sua afetação habitacional, não bastando a intenção de realizar obras posteriores. Este entendimento suscita, contudo, reservas jurídicas, desde logo pela diferença de tratamento face à aquisição de terreno para construção, expressamente admitida pela lei.

Acresce que a exigência de habitabilidade imediata poderá representar um requisito adicional não previsto no regime legal, desconsiderando a finalidade do investimento e a futura afetação habitacional. Embora a informação vinculativa vincule a AT apenas no caso concreto, a posição adotada aconselha especial cautela no planeamento fiscal, na documentação das despesas de reconstrução e no cumprimento dos prazos legais de reinvestimento.

 


ROTEIRO DOMÍNIO DIGITAL | LOULÉ RECEBE INICIATIVA PARA REFORÇAR A PRESENÇA DIGITAL DAS PME

A transformação digital coloca novos desafios e oportunidades às empresas, tornando cada vez mais importante afirmar a sua marca e consolidar a sua presença online.

É neste contexto que o Roteiro Domínio Digital chega a Loulé, no dia 18 de novembro, para uma sessão dirigida às PME e aos empreendedores que procuram reforçar as suas competências e explorar novas formas de potenciar a sua presença no digital.

Promovida pelo IAPMEI e pelo .PT, em parceria com o NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, a iniciativa conjuga partilha de experiências, reflexão estratégica e aplicação prática.

O programa inclui uma sessão dedicada à importância da presença digital das empresas, um painel sobre como as PME estão a afirmar as suas marcas no digital e uma sessão prática orientada para a preparação das empresas para os desafios e oportunidades do ecossistema digital.

A participação é gratuita, mediante inscrição, e constitui uma oportunidade para aprofundar conhecimentos, partilhar experiências e explorar formas de reforçar a presença digital das empresas.

18 de novembro de 2026 | 14h30–18h00

Local: NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, Loteamento Industrial de Loulé, Área B, Lote 13, 8100-272 Loulé.

Inscreva-se aqui

 


FUNDOS EUROPEUS NO ALGARVE: DO INVESTIMENTO À CRIAÇÃO DE VALOR

Para muitas PME algarvias, os fundos europeus podem fazer a diferença entre adiar um investimento e concretizar uma nova etapa de crescimento. Modernizar processos, desenvolver produtos, qualificar equipas ou melhorar a eficiência energética são decisões exigentes, sobretudo em empresas com estruturas pequenas e recursos limitados.

O Algarve 2030 abre oportunidades para responder a estes desafios. Mas o acesso aos apoios exige compreender a lógica que os orienta: o financiamento de uma empresa está associado a objetivos de desenvolvimento da região.

Os fundos têm uma finalidade diferente da do crédito bancário. Apoiam investimentos enquadrados em prioridades públicas, com condições de acesso, despesas elegíveis, prazos e resultados definidos. Por isso, uma despesa pode fazer sentido para o negócio sem encontrar enquadramento num determinado concurso. Esta distinção ajuda a evitar expectativas desajustadas e a preparar melhor as decisões.

O ponto de partida deve ser a estratégia da empresa. Que limitações estão a travar o crescimento? Onde existe potencial para ganhar produtividade, diferenciar a oferta ou alcançar novos clientes? Com estas respostas, torna-se mais fácil identificar os apoios adequados e avaliar se a candidatura justifica o esforço e os recursos necessários.

No Algarve, esta reflexão tem uma dimensão regional particularmente relevante. Reduzir assimetrias passa também por alargar oportunidades económicas a diferentes territórios, diversificar atividades e criar condições para que o talento permaneça na região. As PME têm um papel decisivo neste processo, pela sua proximidade às comunidades, aos fornecedores e aos recursos locais.

O mar, os produtos agroalimentares, o património e o conhecimento regional podem dar origem a novos produtos, serviços e parcerias. A sua valorização ganha força quando se cruza com inovação, digitalização e sustentabilidade: melhorar a gestão através de dados, chegar a novos mercados, reduzir consumos de água e energia ou aproveitar materiais são caminhos possíveis para reforçar a competitividade.

Também o emprego merece estar no centro desta equação. Investir em tecnologia pode exigir novas competências e abrir espaço à contratação qualificada. A ligação entre empresas, ensino e investigação pode ajudar a transformar esse investimento em capacidade que fica na região.

Há ainda uma dimensão prática: o apoio não dispensa capacidade financeira, planeamento de tesouraria e acompanhamento da execução. Preparar estes aspetos desde o início é tão relevante como preparar a candidatura.

Vemos nos fundos europeus uma oportunidade para aproximar a ambição das empresas das necessidades do Algarve. Quando essa ligação faz parte da estratégia do negócio, o investimento pode gerar um benefício duradouro: empresas mais competitivas e uma região com maior capacidade para criar e reter valor.

 


ALGARVE ELEITO MELHOR DESTINO DE PRAIA DA EUROPA PELA 11.ª VEZ

O Algarve foi eleito Melhor Destino de Praia da Europa 2026 nos World Travel Awards, considerados os “Óscares do Turismo”, conquistando este prestigiado galardão pela 11.ª vez, estabelecendo um recorde sem precedentes na categoria. A distinção foi anunciada no passado dia 17 de outubro, durante a Gala Europeia dos prémios, realizada em Kotor, no Montenegro.

Nesta edição, a região destacou-se entre oito destinos nomeados, superando concorrentes como Porto Santo, Maiorca, Sardenha, Marbella, Cannes e Corfu, num reconhecimento que reafirma o posicionamento do Algarve como uma das principais referências europeias do turismo de sol e mar.

Com esta nova vitória, o Algarve soma onze títulos de Melhor Destino de Praia da Europa, depois das distinções alcançadas em 2012, 2013, 2015, 2016, 2017, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023. A estes galardões juntam-se quatro títulos de Melhor Destino de Praia do Mundo, conquistados em 2020, 2021, 2024 e 2025, um feito único na história da categoria.

 


FALÉSIA E BENAGIL ENTRE AS MELHORES PRAIAS DA EUROPA

A conquista deste novo título europeu surge num momento particularmente positivo para a notoriedade internacional do Algarve, com duas praias da região a integrarem também o top 20 das melhores da Europa, segundo os leitores da edição britânica da Condé Nast Traveller.

Nos Readers’ Choice Awards 2026, a Praia da Falésia (Albufeira) conquistou o 4.º lugar, com 94,70 pontos, enquanto a Praia de Benagil (Lagoa) alcançou a 16.ª posição, com 81,67 pontos. São as duas únicas praias portuguesas a integrar esta classificação, que resulta de uma iniciativa com mais de 296 mil respostas de leitores do Reino Unido.

Com cerca de 200 quilómetros de costa, o Algarve distingue-se pela diversidade e beleza das suas praias, pela qualidade ambiental, pelas condições de acessibilidade e por uma oferta de experiências capaz de responder a diferentes perfis de visitantes. Estes reconhecimentos reforçam o prestígio internacional da região e a importância de continuar a valorizar e preservar os recursos naturais que constituem um dos seus principais fatores de diferenciação.

 


NERA PARTICIPA NA EXPERIÊNCIA INAUGURAL DO «ALMOÇO MINEIRO SUBTERRÂNEO»

No passado dia 28 de outubro, o NERA participou, a convite da Tech Salt, S.A., na experiência inaugural do «Almoço Mineiro Subterrâneo», realizada na Mina de Sal-Gema de Loulé, a 230 metros de profundidade.

Promovida pela Tech Salt, S.A., em parceria com a Associação das Terras e das Gentes da Dieta Mediterrânea, esta iniciativa proporciona uma experiência turística diferenciadora, que combina o património geológico e mineiro com a gastronomia, a memória e a identidade cultural algarvia, valorizando os recursos endógenos da região.

Recorde-se que o «Almoço Mineiro Subterrâneo» foi o projeto vencedor do concurso «Turismo & Recursos Geológicos», promovido pelo NERA no âmbito do projeto INOVA ALGARVE + DIVERSIFICAR, tendo sido distinguido pelo seu caráter inovador e pelo potencial de valorização turística do património geológico do Algarve.

Esta experiência inaugural constituiu uma oportunidade para apresentar e testar o conceito junto de um grupo de convidados, recolhendo opiniões e sugestões para o seu aperfeiçoamento, numa fase que antecede a disponibilização ao público.

A iniciativa representa um exemplo de como a valorização do património industrial, aliada à gastronomia e às tradições locais, pode contribuir para a criação de novos produtos turísticos, a diversificação da oferta regional e a promoção de experiências autênticas e diferenciadoras no Algarve.

 


TRANSIÇÃO ESG | EU PREPARA NOVAS REGRAS PARA A CONTRATAÇÃO PÚBLICA

A Comissão Europeia apresentou uma nova proposta de regulamento para as compras públicas da UE, que vem reforçar a valorização de critérios de aquisição ambiental e socialmente responsáveis.

 A reforma legislativa, que irá ainda ser debatida no Parlamento e Conselho Europeus antes de entrar em vigor, prevê a consolidação num único regulamento das várias diretivas que compõem atualmente o quadro legal da contratação pública na Europa, e visa simplificar e uniformizar procedimentos nos vários Estados-membros, salvaguardando a transição ecológica e a proteção das empresas e de setores críticos.

Critérios de ‘qualidade’ ganham peso

A nova proposta de lei vem definir o conceito de melhor relação ‘qualidade/preço’, que deve servir de base à seleção de propostas pelos compradores públicos dos Estados-membros, devendo os critérios de qualidade representar pelo menos 30% da avaliação, subindo para 50% nos casos em que os contratos envolvam mão-de-obra intensiva.

Em causa está a obrigatoriedade das entidades públicas terem em conta não só o preço, mas também critérios de qualidade, que respondam a objetivos ambientais, sociais, de inovação, segurança e resiliência, nas suas decisões de aquisição.

Nos critérios ecológicos e ambientais, a nova regulamentação inclui práticas que ajudem a prevenir, reduzir ou mitigar impactos ambientais e climáticos adversos ou que promovam impactos ambientais positivos ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos.

Como critérios socialmente responsáveis, o regulamento refere, entre outros, objetivos ligados a um mercado de trabalho mais inclusivo, à promoção da igualdade de género, e à proteção dos direitos humanos ao longo de toda a cadeia de valor.

O novo regulamento introduz ainda uma maior flexibilidade nas aquisições públicas, abrindo portas à negociação durante os procedimentos, e introduzindo uma modalidade processual aplicada ao desenvolvimento e à aquisição de soluções inovadoras, que ainda não estão disponíveis no mercado.

As alterações legislativas incluem ainda a aposta numa plataforma digital única para compras públicas europeias, que favoreça a ligação e a interoperabilidade de dados com as plataformas nacionais, tornando mais simples e acessível a participação de um maior número de empresas no mercado da contratação pública, designadamente de PME.

 


FALTAS AO TRABALHO: REGRAS, MOTIVOS E EFEITOS PARA O TRABALHADOR

As ausências ao trabalho estão sujeitas a regras específicas quanto aos motivos que permitem justificá-las, à comunicação ao empregador e à respetiva prova. O Código do Trabalho distingue faltas justificadas e injustificadas e estabelece diferentes efeitos, nomeadamente quanto à retribuição e à antiguidade.

O que se considera uma falta?

Considera-se falta a ausência do trabalhador do local onde devia desempenhar a atividade durante o período normal de trabalho diário. Quando a ausência ocorre por períodos inferiores ao período normal de trabalho, os vários períodos são somados para determinar a existência de uma falta. Se a duração diária do trabalho não for uniforme, considera-se a duração média para este efeito.

O Código do Trabalho estabelece dois tipos de faltas: justificadas e injustificadas. São justificadas as que tenham um dos motivos previstos na lei; todas as outras são consideradas injustificadas.

Principais faltas justificadas

Entre as situações expressamente previstas encontram-se as faltas dadas por ocasião do casamento, durante 15 dias seguidos, e as motivadas pelo falecimento de determinados familiares.

São também justificadas, entre outras, as faltas motivadas pela prestação de provas em estabelecimento de ensino, por doença ou acidente, pelo cumprimento de uma obrigação legal, pela assistência inadiável e imprescindível a filho, neto ou membro do agregado familiar e pelo luto gestacional.

É igualmente justificada a falta autorizada ou aprovada pelo empregador, bem como qualquer outra que a lei especificamente qualifique dessa forma.

Falecimento de familiar

O regime das faltas por falecimento estabelece diferentes períodos consoante a relação familiar.

O trabalhador pode faltar até 20 dias consecutivos pelo falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens ou equiparado, filho ou enteado. O mesmo período aplica-se ao falecimento de pessoa que viva em união de facto ou em economia comum com o trabalhador.

No caso de falecimento de parente ou afim no 1.º grau da linha reta, quando não esteja abrangido pela situação anterior, são permitidos até cinco dias consecutivos.

Para o falecimento de outro parente ou afim na linha reta ou de parente ou afim no 2.º grau da linha colateral, o período é de até dois dias consecutivos.

Assistência a familiares

O trabalhador tem direito a faltar até 15 dias por ano para prestar assistência inadiável e imprescindível, em caso de doença ou acidente, ao cônjuge ou pessoa que viva em união de facto ou economia comum, a parente ou afim na linha reta ascendente ou a parente ou afim no 2.º grau da linha colateral (ex.: irmão, cunhado).

Este direito também é reconhecido ao trabalhador cuidador a quem tenha sido atribuído o estatuto de cuidador informal não principal, em caso de doença ou acidente da pessoa cuidada.

Ao período de 15 dias acrescem outros 15 dias por ano quando esteja em causa a prestação de assistência inadiável e imprescindível a pessoa com deficiência ou doença crónica que seja cônjuge ou viva em união de facto com o trabalhador. No caso de assistência a parente ou afim na linha reta ascendente, não é necessário que pertença ao mesmo agregado familiar.

Faltas por dores incapacitantes

Desde 2025, existe uma regra específica para trabalhadoras que sofram de dores graves e incapacitantes provocadas por endometriose ou adenomiose durante o período menstrual.

Nestas situações, é possível faltar justificadamente até três dias consecutivos por cada mês de prestação de trabalho, sem perda de qualquer direito, incluindo a retribuição.

A justificação é feita através de prescrição médica que ateste a endometriose ou a adenomiose com dores incapacitantes. Essa prescrição é entregue ao empregador e não necessita de ser renovada mensalmente.

Comunicação da falta

Quando a ausência seja previsível, deve ser comunicada ao empregador com uma antecedência mínima de cinco dias, acompanhada da indicação do motivo justificativo.

Se não for possível cumprir esse prazo, nomeadamente por se tratar de uma ausência imprevisível, a comunicação deve ser feita logo que possível.

A falta de comunicação nos termos legalmente exigidos determina que a ausência seja considerada injustificada. A comunicação deve ainda ser reiterada quando esteja em causa uma ausência imediatamente subsequente à anteriormente comunicada.

O empregador pode exigir prova

O empregador pode, nos 15 dias seguintes à comunicação da ausência, exigir ao trabalhador prova do facto invocado para justificar a falta, a prestar em prazo razoável.

No caso de doença, a prova pode ser feita através de declaração de estabelecimento hospitalar, centro de saúde ou serviço digital do Serviço Nacional de Saúde ou dos serviços regionais de saúde, bem como através de atestado médico.

Permite-se também a autodeclaração de doença, sob compromisso de honra, através dos serviços digitais do SNS ou dos serviços regionais de saúde, quando a doença não exceda três dias consecutivos, até ao limite de duas vezes por ano.

A apresentação de declaração médica com intuito fraudulento constitui falsa declaração para efeitos de justa causa de despedimento.


TURISMO DO ALGARVE LANÇA PLATAFORMA MAKE IN ALGARVE COM EXPERIÊNCIAS DE TURISMO CULTURAL E CRIATIVO

Aprender um ofício, participar num workshop, provar sabores locais ou descobrir histórias e tradições do território. São algumas das propostas reunidas na nova plataforma digital Make In Algarve, lançada pelo Turismo do Algarve para aproximar residentes e visitantes da oferta de experiências de turismo cultural e criativo disponível na região.

A plataforma reúne, numa primeira fase, cerca de 50 experiências, entre visitas guiadas, oficinas, workshops, provas e degustações, nas áreas da gastronomia, artes e ofícios, história e cultura, entre outras. A pesquisa pode ser feita por tipo de experiência, categoria ou concelho, facilitando também o acesso aos contactos necessários para efetuar reservas. Inicialmente disponível em português, terá em breve versões em inglês e em espanhol.

A ideia da plataforma Make In Algarve é simples: convidar quem visita a região a deixar de ser apenas espectador e a participar. A marca foi criada precisamente para valorizar o “fazer”, aproximando turismo e comunidade, tradição e contemporaneidade, litoral e interior.

Uma plataforma construída a partir do território

A Make In Algarve integra o Programa de Desenvolvimento de Turismo de Experiências Culturais e Criativas do Algarve, desenvolvido pelo Turismo do Algarve em parceria com a Tertúlia Algarvia, no âmbito do projeto INOVA ALGARVE 3.0. O trabalho envolveu os 16 municípios da região e incluiu 18 sessões de apresentação, com 138 participantes e 58 acordos de cooperação, seguindo-se ações de capacitação e acompanhamento dos operadores.

O programa deu também origem à primeira edição do Prémio Make In Algarve – Melhores Experiências de Turismo Cultural e Criativo. Os vencedores foram “Sabores e saberes de um Algarve antigo”, de Vânia Mendonça, do Museu do Traje de São Brás de Alportel, em Turismo Cultural; “Da Rocha da Pena ao Mel do Caldeirão”, de Joana Almeida, da Loulé Rural, em Turismo Criativo; “Algarve Go West: A Slow Food Journey”, de Luís Mota, da Seaside Walks, em Impacto Local – Barlavento; e “Castro Marim Medieval”, de Carlos do Carmo Unipessoal, em Impacto Local – Sotavento.

O projeto continua agora com novas ações de promoção e capacitação. Entre outubro e novembro estão previstas sessões para apoiar os operadores que pretendam comercializar as suas experiências em plataformas internacionais como GetYourGuide e Viator, bem como um roadshow junto de 25 DMC e unidades hoteleiras de cinco estrelas da região, procurando ampliar a divulgação desta oferta e estimular a procura ao longo de todo o ano.

A plataforma Make In Algarve está disponível em makein.visitalgarve.pt.

 


INOVAÇÃO EM DESTAQUE NA APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS DO PROJETO INOVA ALGARVE 3.0

O desenvolvimento de novos produtos a partir de materiais endógenos do Algarve esteve no centro da sessão «Matéria Adentro: Novos caminhos para os materiais do território», realizada no dia 22 de outubro, no auditório da CCDR Algarve, em Faro. O encontro reuniu mais de 50 pessoas na sala, apresentou os resultados das residências criativas e promoveu a discussão sobre as condições necessárias para transformar a experimentação em soluções com aplicação na arquitetura, no design e na construção sustentável.

Os trabalhos resultaram de um processo de cocriação entre unidades produtivas, artesãos, designers, arquitetos e investigadores, que exploraram novas possibilidades de utilização da cana, da casca de ostra, do barro e da taipa. A apresentação permitiu conhecer os produtos desenvolvidos, os processos de pesquisa e experimentação e as dificuldades encontradas na sua execução.

Os resultados da residência dedicada à casca de ostra foram apresentados pela Graça Palma, da Proactivetur, que explorou a incorporação deste material em diferentes misturas, incluindo com taipa, cal e barro, procurando novas possibilidades de valorização deste recurso. Na área da cana, Susana Carmo e Cláudia Martins apresentaram três propostas de produto com foco no isolamento térmico, desenvolvidas através de etapas de pesquisa, experimentação, avaliação e aperfeiçoamento.

O trabalho com os Telheiros de Santa Catarina, apresentado por Fraukje Eline Vooijs e Alexandra Gonçalves, destacou o conhecimento associado à produção artesanal de barro e a sua aplicação em novas propostas. Entre os resultados apresentados estiveram ladrilhos vidrados e não vidrados, elementos de telha e tijolo que exploram soluções modulares para a separação de espaços e azulejos inspirados na esteva e na serra.

Na taipa, Pedro Pereira apresentou o banco modular instalado no Jardim da Alameda, em Faro, uma experiência que transporta esta técnica tradicional de construção para o mobiliário urbano e permite explorar novas utilizações da terra crua no espaço público.

A passagem dos produtos para o mercado esteve em destaque na mesa-redonda «Caminhos Práticos para os Materiais do Território», com a participação de Ana Lúcia Cruz, do CRIA da Universidade do Algarve, Paula Cayolla Trindade, da ESPAP, Teresa Correia, vice-presidente da CCDR Algarve para a área do Ambiente, e Fraukje Eline Vooijs, da Perto Arquitetura. A discussão incidiu sobre os desafios associados à certificação e à comercialização, à integração de materiais endógenos na contratação pública e à estruturação de cadeias de valor que permitam transformar resíduos em matérias-primas.

Na reflexão sobre a viabilidade das propostas, Ana Lúcia Cruz reconheceu o potencial dos projetos, salientando a necessidade de concretizar etapas adicionais para a sua entrada no mercado. Fraukje Eline Vooijs destacou o potencial das quatro áreas de trabalho, com particular referência às soluções desenvolvidas com os telheiros, pelo interesse já manifestado por potenciais clientes.

O balanço da sessão evidenciou que os resultados apresentados constituem uma base para continuar o desenvolvimento destes produtos, embora subsistam desafios até à sua adoção mais alargada. A continuidade da colaboração entre produtores, profissionais criativos, investigadores e entidades de apoio será importante para consolidar as soluções e aproximá-las das necessidades do mercado.

A apresentação final reforçou as oportunidades que os recursos do território oferecem para a criação de novos produtos, associando a valorização dos saberes tradicionais à inovação e à utilização responsável dos materiais.

O «Programa de Desenvolvimento de Novos Produtos baseados em Materiais Endógenos Inspirados na Dieta Mediterrânica» desenvolve-se no âmbito do Projeto INOVA ALGARVE 3.0 — Promoção da Qualificação e Inovação na Região do Algarve, cofinanciado pelo Programa Regional Algarve 2030.

Tem como objetivo estimular a criação de novos produtos a partir dos materiais endógenos do Algarve, promovendo a sua valorização económica e cultural. Inspirado nos valores da Dieta Mediterrânica, associa os saberes e as técnicas tradicionais à inovação, procurando contribuir para a diversificação da economia regional e para a continuidade das atividades artesanais.

Assente no mapeamento de recursos e agentes locais, foram promovidas residências criativas com artesãos, empresas, designers, arquitetos e investigadores. Através da cocriação e da experimentação com a cana, a casca de ostra, o barro e a taipa, foram desenvolvidos produtos com potencial de aplicação no design, na arquitetura e na construção sustentável, integrando princípios de economia circular e de utilização responsável dos recursos.

 


NERA LEVA EMPRESÁRIAS ALGARVIAS AO FÓRUM INTREPIDA PRO EM SEVILHA

Iniciativa reuniu empresárias do Algarve, Alentejo e Andaluzia para promover o empreendedorismo feminino e a cooperação transfronteiriça.

O NERA, enquanto parceiro do projeto INTREPIDA pro, promoveu a participação de empresárias algarvias no 1.º Fórum de Empresárias da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (EURO AAA), realizado nos dias 27 e 28 de outubro, em Sevilha, Espanha.

Do Algarve, participaram 10 gestoras e líderes de negócios dos concelhos de São Brás de Alportel, Faro, Tavira, Silves e Loulé representando diferentes setores de atividade, como artesanato, design, apicultura, produção de aguardente de medronho, turismo ou desenvolvimento pessoal, refletindo a diversidade do tecido empresarial feminino da região.

Organizado pela Fundação Três Culturas do Mediterrâneo, entidade líder do projeto, o encontro combinou sessões de capacitação com momentos de networking, proporcionando às participantes oportunidades de partilha de experiências e estabelecimento de contactos empresariais.

O programa abordou temas como a comunicação assertiva, a inteligência artificial aplicada aos negócios, a marca pessoal e as estratégias de venda. Entre as intervenções, destacou-se a sessão «A Arte e a Ciência de Vender», dinamizada por Penélope Serrano Serradilla, centrada na compreensão das necessidades dos clientes, na comunicação de valor e na construção de relações comerciais de confiança.

Dando continuidade às atividades do projeto, estão previstas novas sessões em Portugal, dedicadas ao empreendedorismo no feminino e promovendo a capacitação em temas como a utilização de ferramentas de inteligência artificial em contexto empresarial. A nível eurorregional, o projeto promoverá mais três fóruns transfronteiriços para mulheres empresárias, que terão lugar em Cádis, na Andaluzia, em Évora, no Alentejo, e no Algarve, em local a definir.

O INTREPIDA pro é cofinanciado pelo Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021-2027. A parceria é liderada pela Fundación Tres Culturas del Mediterráneo e integra o NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, o NERE – Núcleo Empresarial da Região de Évora, a Mancomunidad de Desarrollo Condado de Huelva e a Fundación Bahía de Cádiz para el Desarrollo Económico.

Para mais informações consulte: https://tresculturas.org/intrepida  | www.nera.pt

 


ALUGUER DE ESPAÇOS:

Localizadas em plena Área Empresarial de Loulé, as instalações do NERA há muito que são um ponto de encontro dos empresários do Algarve.

Dotadas de bons acessos rodoviários (A22 e EN125) e com estacionamento próprio, as instalações do NERA posicionam-se atualmente como um local de eleição para a realização de vários eventos tais como:

  • Reuniões de Empresas;
  • Seminários e Congressos;
  • Lançamento de Produtos;
  • Ações de Formação;
  • Recrutamento e Seleção de Colaboradores.

Atualmente possuímos rede wireless e salas devidamente equipadas, em função dos eventos a realizar, bem como serviço de “catering”. Ao todo, dispomos de 6 salas adequadas ao desenvolvimento de ações de formação ou de reuniões de trabalho, com capacidade entre as 16 e as 30 pessoas sentadas, sendo que duas das mesmas estão equipadas com computadores e vocacionadas para o desenvolvimento de ações de formação de informática. Para além destas salas dispomos também de um auditório indicado para a realização de Seminários, Conferências, Sessões de Informação, Workshops, Fóruns, Tertúlias, com uma capacidade máxima de 140 pessoas sentadas, bem como de uma sala polivalente contígua. Complementarmente, dispomos ainda de um gabinete para pequenas reuniões ou entrevistas com apenas 10 lugares.

Para mais informações entre em contacto conosco ou consulte o nosso Catálogo:

URL: www.nera.pt/aluguer-de-espacos

Telefone: 289 41 51 51 (Chamada para a rede fixa nacional) | Telemóvel: 96 581 76 08 (Chamada para rede móvel nacional)

E-mail: nera@nera.pt

Partilhar:

© 2022 NERA – Associação empresarial da Região do Algarve.

Made with ♡ by ALGARDATA